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'Química sexual' existe mesmo? Especialista explica
2024-11-26 HaiPress
A química sexual é causada pela produção de substâncias químicas no corpo,como a dopamina,a feniletilamina e a oxitocina — Foto: Getty Images
RESUMO
Sem tempo? Ferramenta de IA resume para vocêGERADO EM: 25/11/2024 - 14:38
"Química sexual e relacionamentos: a importância da conexão"
"Química sexual" é explicada por sexólogo como uma combinação de substâncias cerebrais que promovem conexões intensas,mas não garantem relacionamentos duradouros. A importância varia,podendo ser cultivada ao longo do tempo com base em interesses compartilhados e comunicação. A manutenção da paixão requer esforço mútuo para reinventar a relação e fortalecer a conexão.O Irineu é a iniciativa do GLOBO para oferecer aplicações de inteligência artificial aos leitores. Toda a produção de conteúdo com o uso do Irineu é supervisionada por jornalistas.
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A ideia de "química sexual" é frequentemente usada para descrever aquela conexão instantânea e irresistível entre duas pessoas. Mas será que essa sensação é real ou apenas uma construção romântica? Segundo especialistas,a resposta é clara: a química sexual não só existe como tem raízes biológicas e emocionais profundas,embora sua importância varie de acordo com o casal.
De acordo com o sexólogo João Borzino,a química sexual é resultado de uma verdadeira tempestade de substâncias no cérebro. A dopamina,associada ao prazer,a ocitocina,que promove o vínculo,e a adrenalina,ligada à excitação,são alguns dos hormônios responsáveis por essa conexão quase mágica. Segundo o especialista,a química sexual é uma manifestação do sistema de recompensa do cérebro,que incentiva a proximidade e a conexão entre as pessoas.
Mas será que a química sexual é essencial para um relacionamento dar certo? Nem sempre. Segundo Borzino,ela pode ser o ponto de partida,mas não garante um vínculo duradouro. “Relações sólidas precisam de compatibilidade emocional,respeito e boa comunicação. A química sexual é importante,mas não pode ser o único pilar de uma relação.”
Identificar essa conexão é relativamente simples. Entre os sinais mais comuns estão o magnetismo físico,conversas fluídas e a sensação de sincronia. Além disso,fatores como o cheiro e o tom de voz podem ativar memórias e sensações que intensificam a atração,demonstrando a influência de processos biológicos.
E se a química não surgir de imediato,é possível criá-la? Sim,dizem os especialistas. Trabalhar a intimidade emocional e física pode ajudar. “Explorar interesses em comum,investir na comunicação e surpreender o outro com gestos significativos e priorizar a conexão física podem fortalecer a intimidade”,diz Borzino. O especialista complementa: “Muitas vezes,a atração cresce com o tempo e com a construção da intimidade. Casais que aprendem a se conhecer em profundidade têm mais chances de criar uma química duradoura.”
Ainda assim,é natural que a intensidade inicial diminua com o tempo,um fenômeno conhecido como habituação. Isso,porém,não significa que a paixão precise desaparecer. “A rotina pode esfriar a relação,mas o esforço consciente de ambos pode reaquecer a chama. Viajar juntos,experimentar algo novo ou simplesmente demonstrar carinho no dia a dia são formas de reinventar o relacionamento e fazer com que a chama inicial possa evoluir para um fogo mais duradouro e estável”,explica o sexólogo.